Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados: recentemente acompanhamos a divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb. De um modo geral, as escolas brasileiras de ensino público fundamental estão tirando “nota vermelha”, por isso precisamos repensar a metodologia educacional das nossas escolas.
Um dos aspectos que consideramos importante para se melhorar o ensino público brasileiro é a implantação da educação em tempo integral. Infelizmente o ensino integral ainda é visto como novidade em nosso país, algo que não vemos na Europa e nos Estados Unidos, onde este já acontece há mais de dois séculos. Lá, crianças de 6 a 12 anos ficam na escola durante todo o dia, seguindo uma rotina diária de pelo menos seis horas.
Também já vemos, Senhor Presidente, algo semelhante acontecendo aqui mesmo na América Latina. No Uruguai e na Argentina, por exemplo, já existem estabelecimentos de ensino público seguindo esta periodicidade.
Mas infelizmente o Brasil continua para trás, embora a Lei 9.394/96, que trata das diretrizes e bases da educação nacional, já preveja a permanência dos alunos mais tempo na escola, que aos poucos se transformaria em escola de tempo integral.
Já temos bons exemplos disso em algumas localidades. No meu Estado, o Paraná, vemos municípios como Apucarana e Porecatu que iniciaram o processo, e com bons resultados. Também vemos o projeto do tempo integral iniciando em Tamarana, Ribeirão Claro e Sertanópolis, entre outros.
Aos poucos, senhores deputados, estamos chegando lá. Melhor ainda seria se surgissem mais e mais municípios brasileiros adotando esta mesma postura já para os próximos anos letivos.
Tenho firme convicção de que um dia, em que pese os inúmeros problemas de ordem política e econômica enfrentados, estaremos alçando uma qualificação realmente desejável do ensino público.
Era o que eu tinha a dizer, Senhor Presidente.
Muito obrigado!